terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Ironia de Um Texto

Estava eu um dia insatisfeito da vida...

Lá fora, o calor estava infernal e dentre poucas horas eu deveria começar um novo dia na faculdade. Pensei no bom humor do professor de Matemática Discreta (sim, ele mesmo, o professor Pikachu) e logo pensei: “Como alguém pode sorrir numa manhã de terça feira?”. Abri um bloco de notas revoltado e comecei a escrever, como sempre faço.

O texto era irônico, idiota até, achei bem engraçado tudo que estava escrito e fui dormir. No outro dia, “acordei” perdido, pensando “Que diabos de quarto é esse...” e, como sempre, sentei no computador para ver qual era a aula da manhã. Não pense que a memória de todo universitário é tão boa quanto a minha.

E então, fui cumprimentado pelo “clips” do Word 2$$$, em uma panela (magnifica idéia dos engenheiros de piadas da $ibéria$oft) e lá estava meu texto. Olhei bem pro clips e para as palavras que eu havia grifado no texto e comecei a me acabar de rir. Foi uma das únicas aulas de Matemática Discreta em que fui e, desta vez, sorrindo como quem discobre que passou na maeria (o que não é o caso, atualmente).

Claro que cheguei 30 minutos mais cedo e o campus estava deserto (exceto por seus atenciosos cachorros, os únicos que se esforçam para tirar notas semelhantes às nossas). Claro que começou à chover no meio do caminho e, claro, o calor continuou infernal mesmo apesar da chuva. Percebi então que a vida consegue ser tão sacana, tão joselita com voc que você acaba cedendo e entrando na brincadeira dela: Fui lá e pisei em uma série de formigas para ver se ela achava engraçado.

Nunca mais consegui rir numa manhã terça feira (ou ir nas aulas de Matemática Discreta), talvez porque não escrevi nenhum texto o qual eu não tenha revisado à exaustão (como se adiantasse). Também nunca mais deixei de pensar nos meus bons amigos do Sergipe que lêem esse texto e no quão desocupado eles conseguem ser... Se continuarem assim, um dia entraram naquela universidade Siberiana da qual já escrevi.

Ainda bem que a vida está sempre de bom humor... O bom e velho humor negro.

Darvius, o Ás da Ironia

domingo, 16 de novembro de 2008

A Ironia da Religião

Então estava eu, na minha própria vida, vivendo sem rumo algum quando de repente, na minha frente, aparece um rapaz arrumado, de terno. À primeira impressão, pensei: “Caralho, que boate eu entrei? Esse é o leão de chácara que vai me expulsar delicadamente?” e depois eu pensei: “Cassete, se pá esse rapaz é gay... ou um executivo gay... OU PIOR!! UM POLÍTICO GAY!!!” ... Neste momento, o tal cara abriu um sorriso.

Lembrei imediatamente das palavras bíblicas do sábio Moisés: “Corre negada!!”. Não esperei a primeira palavra, corri para o primeiro elevador que a força maior, por piedade, acabou por materializar para mim, e tranquei-me por trás daquelas sólidas portas de aço, ferro, níquel e algumas gramas de cocaína que compunham a sólida estrutura do elevador.

Pensei muito durante aqueles 43 segundos, a adrenalina invadira meu corpo e, somada à música do elevador, que entoava baixo “I’ll see you on the dark side of the moon...”, sofri a epifania psico-alucinógena causada pela fatal mistura da música e da adrenalina e logo percebi: O gay-político-executivo era pior do que aquilo: Era um crente, ou evangélico, ou comedor de fés alheias, como preferir...

Nunca fiquei tão feliz de correr para depois descobrir o que era. Sou um rapaz humilde, que não tem sequer um salário para retirar o dízimo. Imaginei aquele cara esfregando na minha cara tudo que a ciência provará o contrário (ou não, por não valer o esforço), me vendendo sua fé, seus santos, sua carreira política... Medo. Pensem vocês mesmos, independente do que quer que vocês sejam, no que aquele encontro poderia ocasionar no meu cérebro!!!

Por um momento, corri o risco de perder a fé no grande lenço branco que um dia limpará nossos narizes... Religião não se discute. Até porque, quem não acredita, terá seu nariz molhado pela escura eternidade!

Darvius, o Ás da Ironia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Ironia da Mentira

Dizem que as mulheres mentem mais. Não sou de concordar com o que falam, por isso, argumento que boa parte dos políticos é formada por homens (gostem esses de mulher ou não). Há algo no universo, além das lesmas cósmicas das Brumas de Oxilon 7 (que mesmo incapazes de falarem, mentem muito), do que um político? Se você conhecer algo, tenha a bondade de comentar.

Porém, é comum nos esquecermos de que o ser humano é sensível. Imagine você, em sua viagem de férias paga por sua empresa para os belos 12 cm de praias sergipanas, descendo do ônibus da AracajuBus e olhando para a rodoviária de Aracaju. De repente, chega um garoto com os olhos molhados por ver a paisagem seca e lhe diz: “Bonito né?”...

Analisando o ambiente, o asfalto rachado pela seca, os paulistas que lá trabalham como mão de obra especializada correndo e criando tempo (o que paulista sabe fazer de melhor), os sergipanos jogados pelas sarjetas na hora da cesta... Você vai falar o que pro moleque? “Que merda é essa”? “Caralho, cadê a praia”? “Maaaano... Qual o próximo ônibus para fora desse planeta”?

Claro que você é educado. Se você sabe ler, você dirá “É”. Você disse uma sílaba composta por uma única palavra, um único som fonético e tanan! Você mentiu. Agora me diga: Você quer que esse garoto, frustrado por ouvir um não, vá para a casa e mate a família com a cartucheira do pai? Quer que ele vire emo e mude-se para São Paulo para morar na Galeria do Rock? PIOR: Quer que ele dê aulas de matemática ou física para seu filho!?!?! Então, é por essas e outras que digo que, muitas vezes, mentir é uma atividade necessária para o bom andar do mundo.

Como tudo dá voltas, é claro que este texto todo é mentira. É claro que Sergipe é um estado lindo, maravilhoso, com seus tantos quilômetros de litoral, sua bandeira inspiradora, os sergipanos todos estudam e tem nível técnico para trabalhar em suas fábricas e, acima de tudo, você, em suas férias NÃO iria para Sergipe.

Darvius, o Ás da Ironia

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Ironia Siberiana

Esse texto diz respeito a uma universidade russa, no norte da Sibéria, cujo nome não revelarei para não ofender os presentes leitores daquela comunidade. Foi escrito por um amigo meu, chamado de Kudrinsky e que hoje, dorme tranquilamente na gelada terra siberiana. Apenas me dei o trabalho de traduzi do russo para o português e corrigir o ótimo senso de humor que o tradutor automático imprime aos textos.

Nesta universidade, existem apenas cursos de exatas, divididos por vários institutos. No Instituto de Ciências Metafilosóficas e da Computação, aqui referidos como ICMFC, existem diversos tipos de professores.

Alguns, do departamento metafilosóficos, são conhecidos por seu péssimo senso crítico, por suas atitudes infantis e por serem, em sua magnífica maioria, hostis com os alunos, temendo que algum dos Ivanovits, Trotskis e Natashas para quem dão aula um dia se tornem professores de Metafilosofia mais frustrados e deprimentes do que os atuais e roubem seus suados cargos públicos.

É de conhecimento de todos os russos que um professor de uma universidade pública tão renomada quanto esta da qual metemos o pau falamos só é expulso, ou retirado de sua turma se estuprar mais de dois alunos menores de idade em praça pública e se recusar a pedir desculpas após o incidente.

Sendo assim, tais professores causam, sem temer punições, o terror. São chamados de Всадники из Апокалипсиса por seus infelizes estudantes. São responsáveis pela destruição dos sonhos de 40% de todos os alunos do ICMFC e, usando de dependências como arma, conseguem crescer seus exércitos recrutando mais filósofos recusados de outras faculdades que, de tanta frustração, estão loucos para colocar as mãos nos conhecidos como свежее мясо.

Os estudantes da computação do instituto geralmente ficam tão traumatizados que passam a amar os professores de computação... Bem... Nem todos, afinal, alunos felizes são os do Sergipe, quando têm água para beber no restaurante universitário.

Dentre os professores da computação, existem os do departamento de Qualidade Computacional Chata, professores legais, com boas intenções, porém, com matérias soníferas e slides capazes de colocar em coma uma manada de alunos revoltos em poucos minutos.

O outro departamento, o Falta Sanidade Sim, ficam os professores responsáveis pelas áreas humanas da computação. São professores que pensam mais, possuem algum (veja bem, ALGUM!) senso crítico e que se preocupam com o aprendizado dos alunos. Claro que nem todos são assim e claro que nem todos os alunos gostam desses professores. Esses professores são categoricamente legais, exceto para alunos chatos demais para admitir que existe bondade no tal instituto.

Há quem diga que aquela universidade é tão boa quanto à de Moscou. Já eu penso que falta nos alunos um pouco de jogo de cintura para desviar das ofensas constantes de vários professores. Por parte dos professores, imagino que encarar o aluno como seu concorrente não é nada mais do que colocar contra si o bem mais precioso que ele possui, além de um emprego público: Cérebros.

Por isso que sempre digo: Ame sua universidade ou vá para a Sibéria... Ou para o Sergipe.

Darvius, o Ás da Ironia.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Ironia de Hidrogênio

Esse texto só vai fazer algum sentido para um nerd ou outro que conhece um pouco sobre jogos antigos ou lançamentos.

Nos tempos idos da Guerra Fria, o medo de uma guerra nuclear era algo que afligia à todos que soubessem o nome dos presidentes dos EUA e da URSS da época, sabendo também soletrá-los de trás para frente.

Nessa época, vários guias de “como-sobreviver-a-desastres-nucleares-usando-tudo-que-você-tem-em-casa” foram distribuídos pelos governos das principais potências da época, surgindo também os abrigos contra Fallout (chuva radioativa), sirenes da segurança nacional e coisas muito úteis caso uma bomba nuclear caísse na cidade primeiro vizinha.

Ainda hoje, a preocupação existe, já que temos um presidente lesado de um lado, um paquistanês do outro, no meio, um país cheio de castas e todos possuem bombas nucleares. O motivo dado pelas autoridades para não distribuir mais tais guias de sobrevivência é que no caso de uma guerra termo-nuclear em escala global, tais guias seriam mais inúteis do que um Guia do Mochileiro das Galáxias em algumas bifurcações do tempo e do espaço.

Neste texto, farei uma paródia de como agir caso nós, brasileiros, soframos ataques termo-nucleares. Lembrando que este guia só faz sentido se você mora em um ponto estratégico. NINGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA LANÇARIA UMA BOMBA DE HIDROGÊNIO EM SERGIPE! Porra! Sergipe!? O Acre ainda vai, porque lá fica o QG do Google, a terra do Nunca, a fábrica dos MP3 Genéricos... Mas Sergipe?! Claro que não é nada pessoal, não chore só porque ninguém quer lançar bombas sob o seu estado.

Vamos lá. Inicialmente, se você mora em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasilia, as chances de você se ferrar são bem grandes, principalmente nas proximidades das nossas queridas usinas nucleares. É só você lembrar-se de Chernobyl. O derretimento do reator afetou até os Escandinavos! ESCANDINAVOS!! (Pensando bem, isso vale para os Sergipanos também). Lembre-se que todo o asfalto de Kiev teve que ser lavado para conter a radiação de um vazamento que aconteceu bem, bem longe. Se isso acontecer aqui, sua cidade terá um fim bem peculiar...

Como saber que uma bomba caiu/vai cair?




Em países como os EUA, em sua paranóia infinita, existem sirenes que gritam avisando quando um bombardeio vai acontecer. No nosso caso, basta assistir TV e ver que o sinal da globo caiu em pleno paredão ou no “season finale” de uma novela das 21:00.



O que fazer se isso acontecer?

Fique em casa. Ao contrário dos gringos, nossas paredes são feitas de concreto e tijolos ou lona e pedaços de madeira, portanto, temos alguma proteção à mais contra a onda super-sônica gerada pela explosão caso você esteja à 5 milhas do centro da explosão (se você mora em um barraco, não se preocupe, a morte é instantânea).



O melhor lugar durante a explosão é protegido em uma parede que possua uma viga próxima e em um lugar que possua várias saídas, para o caso de um desmoronamento. Após a explosão, é só se esconder por 24 dias no cômodo com menos paredes externas, até que os detritos da bomba parem de cair do céu.


Só isso?

Tenha uma arma... Várias armas. Os saqueadores vão invadir tudo o que virem, saquearem todos que aparecerem e matar tudo que se move. Lembre-se: No caso de uma bomba, só o tiro-de-guerra da sua cidade poderá ajudar à colocar ordem na cidade (hahaha). Imagine São Paulo, totalmente escura, sem qualquer policial na rua depois de um jogo que o timão perdeu. É exatamente a mesma situação.

E depois?

Depois é só olhar para o mundo devastado, sem água, sem energia, sem internet... É só começar de novo, esperar que as criaturas mutantes apareçam, que os mortos se levantem e que os políticos parem de roubar... A vida será bem mais fácil, garanto. Lembre-se de que livros não usam energia e não se esqueça de poupar a bateria do seu Game-Boy para épocas mais tediosas.

Para recomeçar, recomendo que você retire os escombros da casa destruída do seu vizinho e crie um pasto para vacas de duas cabeças. Tente viver só de comércio com mercadores pacíficos que passarem de vez em quando e, por fim, junte a família, os amigos e crie um vilarejo com uma paródia dark do nome do seu antigo bairro.



Esse guia será muito útil. Recomendo que você imprima e guarde na sua carteira com mais uma folha de arruda por 66 dias e 6 horas e garanto que até 2012 uma bomba cairá na sua cidade


Darvius, O Ás da Ironia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Ironia do Java

Hoje falarei sobre a linguagem tão comentada e que atualmente gasta boa parte dos meus recursos antes gastas em vadiagem: Java.

O Java, para quem não programa muito, parece uma mágica! Está em todo lugar: No seu banco, no seu celular, em programas do dia-a-dia e... Espere... Java no seu carro? Não. Java no seu main frame? Provavelmente não. Java no seu jogo? Muito provavelmente não.

Logo se percebe que este artigo falará mais contra do que a favor de seu tema, como todos os outros. O Java é usado em vários sistemas cujos desenvolvedores não deram a MÍNIMA para o que estava ali, rodando por baixo do pano.

Como as portas se comunicam? Não quero saber. Protocolos de segurança foram checados como? Não quero saber. O hardware está sendo bem utilizado? NÃO QUERO SABER! Essa é a mentalidade do Java.

Queira ou não, é uma linguagem de alto nível, você jamais enviará um pedido diretamente ao hardware ou usará enxertos de código nativo em seu programa simplesmente porque você NÃO SE IMPORTA com o que acontece no baixo nível.

Até ai, ótimo, vários sistemas não precisam ser checados no baixo nível e precisam contar com a segurança de rodar em uma máquina virtual. Porém, em termos de desempenho, por mais que o compilador seja feito para otimizar tudo, temos várias coisas, como processamentos em tempo real, que não são otimizados precisamente.

Se isso é verdade? Deve ser. O engenheiro que projetou seu carro não foi LOUCO de colocar Java nos sistemas críticos do carro. Por quê? Porque ele preferiu manter um controle próximo do hardware, tratar falhas manualmente, enfim, colocar o selo de segurança da General Motors no lugar do selo de segurança da Sun.

Isso tudo até porque se seu carro esperar o tratamento de uma exceção quando seus freios falharem, você estará quase caindo do penhasco. Não se preocupe. Você não vai sentir nada com o impacto.

Mas o Java tem suas vantagens: É a única forma de alguém usar o seu código MALFEITO E MAL PENSADO para fazer sistemas de precisão mínima. Para isso, você pode usar outras centenas de códigos tão malfeitos quanto o seu, chamados de bibliotecas. Está tudo pronto! Criar para que?! Talvez os desenvolvedores tenham esquecido que somos criativos e que gostamos de criar nossas próprias coisas... Vai ver é por isso que todos os jogos em Java têm a exata mesma cara por serem feitos pelas mesmas bibliotecas...

É isso...

Darvius, o Ás da Ironia.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Ironia da Potência

Os chips gráficos da nVidia são hoje um sinônimo de desempenho e qualidade, mostrando sempre a possibilidade de trazer as últimas tecnologias para o usuário final. Uma boa fatia do mercado de pessoas com um mínimo de dinheiro para ter uma placa de vídeo off-board é composta por chips da nVidia que incluem os mais famosos:

  • GeForce 2
  • GeForce 4
  • GeForce FX 5200 Versão Todo Mundo Tem
  • GeForce 6200 Versão Seu vizinho Tem
  • GeForce 7100/7150/7133.3333.../7200
  • GeForce 8400/8500

Esses chips são muito comuns, tanto é que boa parte das fabricantes de placas mãe não são loucas de colocar um caríssimo chip ponta de linha da ATI em seus sistemas, preferindo oferecer ao usuário uma placa de vídeo com um nome legal e o melhor: TODA VERDE! Ninguém resiste, não é?

O fato é que eu já falei dos notebooks HPs Fritantes em outra ocasião. Todo HP, repito, TODO HP com placas de vídeo nVidia mainstream (aquela que você não tem, série X600 onde X vai de 6 até 8) estão sujeitos à fritar como o inferno.

Discorda? Claro! Seu notebook possui uma Geforce 7100M e você quer que ele frite? O chip para desktops é do tamanho de uma caixa de fósforo, não esquenta nem no forno, não se preocupe. Quanto ao caso dos chips fritantes, tudo se extende até mesmo aos Mac Books PRO!! Sim!!!

Você vai lá, rouba dois bancos, pega todo o dinheiro, leva na Santa Efigênia e gasta em um notebook gay, quero dizer, diferente de todos os outros e voila!! Ele FRITA! Interessante, não é? Estou mentindo? Digite recall nVidia MacBook no google e verá o tanto que estou mentindo.

As placas de vídeo da nVidia em desktops possuem uma qualidade muito boa, porém, em notebooks, sem o devido investimendo por parte da fabricante, pode ficar com sérios problemas de dissipação. Acha que só a HP e a Apple usam os bichinhos? A Dell usa, a Accer usa e, se a CCE tivesse descoberto que se notebooks viesse com o botão power os usuários agradeceriam (PEI), a CCE usaria também! É bom, barato e tem um ótimo desempenho, basta um pouco de atenção.

Para os que compraram suas GeForce 8800GTS, existe um forte boato de que o chip apresenta problemas técnicos também. Fiquem de olho para ver o lançamento da 8900GTSRE (Giga Texel Shader Recall Edition) e lembre-se de dizer no recall que você comprou da Santa Efigênia e não conseguiu uma nota fiscal.

No mas, tudo isso acontece. Apenas não se esqueçam de tomar cuidado com seus notebooks "bem dotados", mantendo eles sempre com a parte de refrigeração livre e com qualquer sinal de problema, não seja fresco: LIGUE PARA A ASSISTÊNCIA TÉCNICA, seu vizinho NÃO SABE arrumar seu notebook.

Por último, isso me lembra do notebook Megatron, que o cabo de alimentação tapa quase que totalmente a saída do cooler do processador! Ainda bem que é um Celeron, que não esquenta e não faz nada.

E é só.

Darvius, o Ás da Ironia
Foto meramente ilustrativa. Todos as marcas são de seus devidos donos, por mais incompetentes que estes possam ser.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Ironia do Calor

Caros leitores,

Estou com um Sony Vaio com um poderoso Centrino no meu colo. Lá fora temos um fantástico dia com 40º graus célcius na sombra. Um inferno.

O notebook no meu colo é um modelo japonês, custo para achar as teclas, mas o principal não é isso: Ele está muito, muito quente. Há quem diga que é problema de refrigeração, mas eu digo que é um Vaio, que funciona sem problemas nessa temperatura, mesmo que tenha que colocar fogo em mim para dissipar seu calor.

Já me disseram que o calor de desktops podem ser dissipados por um par de coolers, o do processador e o da fonte, mas eu duvido. Basta se lembrar que as principais empresas SÉRIAS que produzem desktops colocam sempre um cooler auxiliar.

A conclusão principal é: Não economize na refrigeração do seu produto. Além do desempenho em dias como esse ser menor, ele pode sofrer avarias além de ser inútil para overclocks.

É só.

Darvius, o Ás da Ironia

domingo, 12 de outubro de 2008

A Ironia do Upgrade

Caros Leitores,

Existem duas situações em que se lembram da minha existência: Quando uma coisa está errada ou quando alguém precisa fazer um upgrade em seu computador.

Upgrade? O que é isso!?

É uma palavra que define o começo de boa parte das suas dores de cabeça. Upgrade, ao pé da letra, aumentar o nível ou algo assim, define quando um usuário (você) quer trocar o computador (seu computador) por um melhor.

Onde você entra?

Em vários lugares (rs). Por algum motivo, as pessoas pensam que eu já tive tudo de todas as marcas, das piores até as mais poderosas ou que já li todas as resenhas do universo, sendo que na verdade, sei te dizer a configuração que mais vem ao seu caso.

E qual é meu caso?

Existem somente dois casos: Os pobres e os gamers. Não adianta discutir. Ou você quer um computador para trabalho, ou seja, está sem grana para comprar um computador potente, ou você quer jogar.

Muita gente acredita que jogar se resume a jogar CS, Dota ou outros jogos mais do que pré-históricos e que, comparados com as tecnologias atuais, seriam ótimos exemplos do tanto que ainda estamos atrás.

Outras pessoas acham que um bom computador é nada a ver com jogos. CLARO QUE É TUDO A VER COM JOGOS! Você gosta de ver números altos no benchmark ou prefere ver os peitos de uma personagem de shooter balançar mais realisticamente?! Simples assim.

Então devo priorizar o que?

Se você está sem grana e realmente quer um computador, se preocupe com coisas simples como a expansionabilidade (neologismo by me...). Compre um computador com suporte a memórias DDR2, discos rígidos (HD) SATA II (Serial ATA II), barramento PCI EXPRESS 2.0 (pelo menos o 1.0) e que caiba no futuro pelo menos 2GB de RAM.

PCI Ex... O que?

Memórias DDR2: Permite a você expandir a sua memória por no máximo 60 reais cada 1GB.
HD SATAII: O mais novo e mais barato. Custa em média 120 reais cada 250GB de disco, além de ser muito mais rápido que seus antecessores.
PCI EXPRESS 2.0: Suporta as últimas placas de vídeo do mercado, veja mais sobre placas de vídeo mais a frente.

Poxa, isso deve ser caro...

NÂO É. Qualquer computador da HP, Dell, Positivo, CCE (acredite) que você compra no supermercado hoje possui essas características, tirando talvez o PCI Express 2.0, que é uma tecnologia para entusiastas.

VOCÊ DEVE SABER MAIS SOBRE O PRODUTO QUE ESTÁ ADIQUIRINDO!! Seu vizinho falou que é bom? Não presta. Confie em mim e não nele. Será que vou ter que ter doutorado para ser ouvido?! Conheça o que está comprando, saiba a marca da placa mãe, o barramento da memória e coisas do tipo.

Onde acho isso?

No Google, ou então, basta me mandar um e-mail ou falar com qualquer carinha que faça faculdade na área, se bem que existem pessoas que ainda acreditam que Celerons são o fenômeno (veja sobre Celerons mais pra frente).

Do que devo fugir?

Marcas pequenas como Megatron e Amazon. Nada contra as marcas, mas quando liguei no suporte da Amazon e não souberam me informar o modelo ou a marca da placa mãe de um dos produtos, pensei seriamente em usar de uma bazooka na sede da empresa pelo bem da humanidade. No caso da Megatron, o que se esperar de produtos extremamente baratos? Defeitos aos montes. Se lerem isso, entrem em contato, faço questão de mandar as fotos. Pense sempre que as empresas pequenas podem sumir e te deixar sem suporte.

Fujam de Celerons. NÂO PRESTA. Custa mais barato, sim, mas vocês vão querer jogar seu computador ou notebook (principalmente notebook) pela janela sempre que começarem a carregar o Windows. Porque? Quem me contradizer deverá me dar sua alma caso eu o convença de que o Celeron é ruim. É uma questão de arquitetura, um processador que começou sem cache L2 e foi replanejado trocentas vezes não pode e jamais deverá ser levado à sério. O desempenho é baixo assim como o custo de energia. Perfeito para quem gosta de ter um notebook que dura 4 horas da bateria, mas que demora 2 horas para entrar no Windows.

Outra coisa. NUNCA COMPRE NADA COM 512MB de RAM. Nem geladeira. É casar com o produto, nunca mais você se livra dele e além de tudo, é obrigado a gostar dele.

Por fim: Chipsets VIA são de qualidade duvidável (um lixo). Temos a Gigabyte, brasileirinha no mercado, que tem componentes de primeira, não há porque comprar nada da VIA. Cuidado com seu notebook! Não há como trocar a placa de vídeo, então, se vier VIA, você nunca (NUNCA) vai rodar nenhum jogo do ano 2000 pra frente.

Puxa, estou confuso...

Eu disse, é uma dor de cabeça. Basta imprimir isso e ser feliz.

Você falou de placa de vídeo?

Sim. O COMPONENTE MAIS IMPORTANTE DE UM COMPUTADOR É SUA PLACA DE VÍDEO. O idiota que me disser que seu Core 2 Quad é poderoso vai ter que beijar cada um dos 460 processadores das últimas ATIs e nVidias.

Isso mesmo. Seu processador é dual core? Quad core? Legal. Uma placa de vídeo pode chegar a ter 400 processadores funcionando para gráficos e físicas, além de aperfeiçoar imagens e fazer o que seu processador incompetente não der conta.

Você não fala sério!

Falo. Todos os usuários de computador compram um LCD para ver coisas bonitas. Você acha que quem faz as coisas bonitas é o processador? Nunca. Os cálculos de vídeo, luzes e sombras são pesadíssimos. É preciso ponto flutuante de pelo menos 128-bits para fazer luzes dinâmicas. Mas no que isso influi? Simples. Vou mostrar imagens para não perder tempo.

Os jogos que vocês vêem postados aqui são jogos simples, que rodariam em boa parte das placas de vídeo disponíveis no mercado.









Estes jogos exigem muito mais do vídeo do que de qualquer outro componente. Para fazer o sol dinâmico, como na foto ao lado, os recursos são absurdos.












Tão absurdos, que são necessários mais do que dois ou quatro núcleos. Basta lembrar que as placas mais populares no país possuem seus humildes 32 processadores de 128-bits.







Claro que no supermercado você nunca achará dessas placas, ou então, encontrará por preços altíssimos e injustos, já que o preço dela é tachado continuamente durante a produção do computador.






Por isso, recomendo que você vá à sua loja preferida e escolha uma placa que dê conta do recado.

Poxa?! Conta do recado? Não dá pra ser mais específico?

Dá sim. Para os que gostam de jogos velhos, que não ligam tanto, deveriam procurar por uma placa do nível da GeForce 8200/8300/8400. Essas placas tem uma potência menor e dificilmente passam dos 120 reais. São ideais para notebooks. Existem chips da ATI (HD2400, X1600, X1800) que são provavelmente mais rápidos, porém, consideravelmente mais caros.

Para os que desejam um excelente desempenho em jogos e que provavelmente não ficariam felizes em jogar o jogo no mínimo de gráficos, a série GeForce 8500/GeForce 8600GT são ideais, entrando aí também as placas HD2600 e HD3600, que são ótimos concorrentes. Tudo isso abaixo dos 200 reais.

Para os que amam ver números enormes ou são gordos o bastante para notar picos de frames (quem é assim, sabe do que estou falando) ou então que gostam de ter todos os detalhes do jogo e mais alguns que estão fora deles, existem as séries GeForce x800 (onde x é a série) e as ATIs HD x800 (ou a série HD4xxx). Tudo acima dos 800 reias, para não mencionar a GeForce 9xxx.

Mas é tão complicado...?!

Sim, mas vale a pena. Você terá uma dor de cabeça enorme enquanto compra seu computador, mas em raras ocasiões, os pedestres serão atingidos por um computador voador ou coisa parecida.

Quanto ao processador?

Um dual core. Se você tiver uma placa de vídeo eficiente, qualquer processador dará conta do recado. Não me faça te lembrar que 32 processadores são maiores do que 2. Se você gosta de desempenho em todas as aplicações e é inteligente, sabe que 5% a mais de desempenho é quase nada, um Athlon x2 é ótimo para você. De qualquer modelo. Tudo numa bagatela de 250 reais para cima.

Se você é meio gordinho, gosta de gastar o dinheiro dos seus pais, ou usa um notebook e não quer queimas as mãos (frescura rs), você clama por um Core 2 Duo! Sim, tudo acima dos 350 reais. O dobro da concorrência! Tem que ser melhor?! Não. Ele só é um pouquinho melhor. 100 reais por "um pouquinho"? Tem que ser muito obeso. Quanto ao Core 2 Quad, você seria tão gordo que não conseguiria viver muito tempo para comprar um. Não vale a pena.

É só?

Sim. Lembre-se de que World of Warcraft é leve e que sua placa de vídeo on-board da ATI ou nVidia dará conta do recado, mas se você quer mais, pense sempre em mais do que dois processadores.

Esse texto é nerd. Resume tudo que alguém que ainda vive pode saber sobre como dizer aos outros o que comprar. Repare: O mais caro quase sempre é melhor, porém, o mais barato quase sempre atende à TODAS AS SUAS EXPECTATIVAS. Se você quiser um Core 2 Quad, lembre-se que a etiqueta "Core 2 Duo Xtreme" não vai te ajudar a pegar nenhuma garota, apesar do processador ter o mesmo preço de um carro. 

Quanto à relação gordo/nerd, é só uma brincadeira. Uma referência aos nerds gordos americanos que acampavam na frente das lojas para conseguir as coisas. É uma brincadeira, não deveria ofender ninguém e espero que não o faça.

Continue ligado, sempre posto coisas úteis como essa. Se for copiar, coloque o meu nome no texto. Se indicar para um amigo, certifique-se de que ele não tem um Core 2 Quad antes, pois não quero ninguém dizendo "mas nem sou nerd" nos comentários.

Abraço!

Darvius,o Ás da Ironia.

sábado, 11 de outubro de 2008

Primeiro Post

Para que fiz esse blog... Essa pergunta vai ficar correndo por alguns minutos na minha cabeça antes de eu conseguir dizer. Provavelmente quero compartilhar com os outros tudo que eu descubro nessa vida maluca de universitário, postar material que encontro e coisas do tipo.

Como um bom cientista da computação, muitas das postagens serão apenas com comentários, bibliografias de tudo que achei além de tutoriais de como fazer as coisas que fazemos na universidade.

Ah, antes de mais nada, sou um estudante, faço Ciências da Computação na Universidade de São Paulo no Campus de São Carlos. Tenho acesso diário às melhores tecnologias e aos melhores profissionais relacionados à área e, se possível, tentarei fazer o conhecimento que ganho ser útil a todos que me seguirem por essa jornada.

No próximo post, as coisas estarão mais definidas, ou assim espero.

Abraço à todos,

Darvius