terça-feira, 28 de abril de 2009

Why Pirates Buy More Music and Music Labels Fail

"Why Pirates Buy More Music and Music Labels Fail"

Essa é uma manchete curiosa do TorrentFreak. Estudos mostram que os piratas de plantão, que roubam sem piedade a produção musical das pobres e indefesas gravadoras que assumem a renda gerada pela arte de um artista, são responsáveis por uma parte considerável das receitas das próprias gravadoras.

O site usou o argumento de que, se as elas realmente gostam de música, as pessoas tendem a baixar uma grande quantidade de novas músicas em busca de uma coisa nova e atraente. Quando acham o que querem, geralmente estes mesmos piratas acabam por comprar o CD original.

O fato é que existem milhões de artistas e centenas de milhares de músicas. Nem todos agradam os ouvidos exigentes de entusiastas da música, porém, quando possuem a honra de cair no gosto de alguém, a primeira atitude da pessoa acaba sendo comprar o CD do músico.

Aqui no Brasil, a situação provavelmente é inversa: Os impostos e os preços incabíveis tornam vários produtos da categoria cultural inacessíveis mesmo aos usuários melhores interessados.

Algumas vezes, é mais válido trazer um DVD dos EUA ou da Inglaterra do que comprar aqui na terrinha... Por que será? Porque não podemos ou porque um CD normal custa 3 vezes mais do que um CD antigo?

Alimentar o sistema decadente da música atual com falsas ilusões é um atraso... Mas um dia isso será reconhecido. Um dia.

Darvius, o Ás da Ironia

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Os 3 Piores Jogos da História

Sim, hoje estou mau. Vou escrever sobre os 3 piores jogos da história (segundo o site Metacritic e suas estatísticas baseadas em método de Leitura de Sistemas Dimensionais, também conhecido por LSD).

Vamos à lista e às notas dadas aos infelizes:

Posição Nome Data Pontos
1987 Navy SEALs: Weapons of Mass Destruction 2003 18
1988 NRA Varmint Hunter 2004 16
1989 Big Rigs: Over the Road Racing 2003 8

Dá para ver que são jogos novos e que eu não me incomodei em mudar os links, então, fique a vontade para ler as reviews mais bizarras da existência!


Big Rigs: Over the Road Racing

Tá bom, os caras são bons: Conseguiram fazer um jogo que conseguisse nota 8 porque muitos sites se sentiram no dever de dar, no mínimo, a penúltima pior nota para o jogo.

Nesta obra de arte, temos um jogo de caminhão (sim). Mas não é um jogo de caminhões qualquer: É um jogo que você pode atravessar montanhas, adversários e tudo que você imaginar!! =D Não é o que você sempre quis? Pois é... Não.

Então, no começo do jogo, você seleciona um entre os quatro modelos de caminhões: Hunder, Megaone, Thunderbull e Sunrise W12. O objetivo é... Bom, chegar ao fim da pista. Você, como caminhoneiro, carrega... Nada e, mesmo se carregasse, não faria diferença.

Os adversários são inteligentes, porém, não a ponto de ligar os caminhões e, por fim, te alcançar. Alias, se eles te ultrapassarem, você sempre pode pegar um atalho por dentro da montanha.

Não há gráficos, jogabilidade, estabilidade (sim, sair do mundo é bem comum nesse jogo), história, caminhões, arveres (sic)... NADAAAA!

Recomendo comprar para seu melhor amigo se ainda não tiverem queimado todas as cópias.

Citações
"This is hands-down, the worst videogame to ever see the light of day. Really. "
G4 TV

"It's an absolute failure in all departments of what a game should be. "
netjak

"EPIC FAIL"
Darvius
Screen Shots

























NRA Varmint Hunter

Um jogo de caça... Estou orgulhoso de ver que nosso top 3 às avessas trás um jogo de caminhão e um de caça, quem poderia imaginar que um jogo de caça seria tão ruim.

"Varmint hunting is a sport in which titans of athleticism drag immense weaponry around open plains tracking and then systematically obliterating small, infectiously cute animals such as Prairie Dogs, Groundhogs, Pixies, Coyotes, and possibly a few distinct races of fairy."
IGN

Então, vamos ao fato:

O jogo insiste no realismo e, portanto, você sempre seguira o seguinte procedimento: Pegar sua arma de derrubar aviões. Isso. Agora escolha o tipo da bala (não faz diferença). Pronto. Agora escolha o material da bala. Agora escolha, sei lá... A pólvora. Agora escolha se você realmente quer jogar. Agora carregue e atire.

Primeiro: Você não anda. Segundo: Parece o jogo "Atire água na menina sapequinha" de flash. Terceiro: Jogo de caça. Quarto: Adoravelmente feio. Quinto: Enrolado, muitas escolhas não fazem diferença. Sexto: Vento maldito. Sétimo: Algumas coisas FAZEM DIFERENÇA: Você tem que aprender sobre o tipo de pólvora entre outros. Oitavo: Várias coisas disponíveis que não fazem nada. Nono: Você não sabe caçar. Décimo: É um jogo pago.

Então, 10 é exatamente a nota que a IGN deu aos infelizes e, digo mais:

0.1 Presentation
What?
0.5 Graphics
Huh?
1.0 Sound
Garf?
1.5 Gameplay
Chud?
10 Lasting Appeal
Darn right that's a ten you're looking at. I'll be playing this ***t forever.
1.0
Abysmal
OVERALL
(out of 10 / not an average)

Então... Gogogo um Dotinha?
Citações:

"The biggest objection I have with the game, aside from it being roughly on par with a facial performed by a living urinal, is that you can't even move. "
IGN

"Throwing rocks at cars would be a more fun than shooting rats in NRA Varmint Hunter. Playing this game made me feel like a hobo at a garbage dump with a metal detector."
Cheat Code Central

Screen Shots:






























Ainda tá esperando o próximo jogo? Pois é... Lembra de quando você falou que o jogo da Barbie era ruim? Que o do Harry Potter fedia? Que Counter Strike é o pior jogo do mundo? Pelo menos a última pode ser considerada, em parte, verdadeira. Vem ai o nosso terceiro colocado:

Navy SEALs: Weapons of Mass Destruction

Um jogo inovador e desafiador que foi usado para treinar as tropas que hoje morrem no Iraque. O terrorismo está à solta: A Britney ainda canta, Argentinos estão à solta, pobres começaram a aparecer nas ruas da Dinamarca (mentira)... E para isso existem os SEALs da marinha norte americanense (sic) e, graças à anos de estudo, esse jogo foi feito para você que deseja saber o dia a dia de um soldado.

O jogo lembra o Half-Life em termos de gráfico... Só que ele rodando em uma RIVA TNT2 Model 64 dentro de um balde d'água. Tem uma jogabilidade incrível, apesar de não ter quase nenhuma informação na tela. Também possui uma IA tão poderosa, que os inimigos se assustam ao te ver e, no lugar de descer o dedo, saem correndo, empurram você, correm mais um pouco e então atiram em algum ponto aleatório nas paredes.

Você achava que a Bethesta fazia jogos bugados? Não, meu amigo. A Bethesta, perto deste jogo, possui o lema de "Qualidade de Software em primeiro lugar". Alias, vencer uma fase é questão de sorte: É como se você jogasse Pokemon Silver pirata no seu GameBoy em um cartucho que não salva progresso.

Então, vamos logo aos SS e às coisas legais (ou não).

Citações:
"With horrid AI, lousy visuals, and boring level design, Navy Seals: Weapons of Mass Destruction is one budget title best left on the shelf."
GameZone

"So atrocious that it's an insult to the art of game design, not to mention the people who mistakenly purchase it."
GameSpy


Screen Shots:


























A segunda foto não vale: É animação, é normal que os gráficos sejam mais bonitos do que no resto do jogo.

Para contraste, segundo as estatísticas do site, os três games mais bem cotados são:

1 Half-Life 2 2004 96
2 Out of the Park Baseball 2007 2007 96
3 Orange Box, The 2007 96

Levando em conta que, uma das coisas que torna o jogo bem cotado é o número de resenhas, há surpresas agradáveis nos tops, então, vale a pena conferir. Divirtam-se com a lista completa:

http://www.metacritic.com/games/pc/scores/

Boa noite e até.

Darvius, o Ás da Ironia - Jogador de Big Rigs

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Spectrial - Longe de Acabar

Quando começou o Spectrial, julgamento do tracker The Pirate Bay, nos foi prometido um espetáculo. Por dias, quem acompanhou viu a defesa derrubar acusação por acusação, mostrando um empenho sobrenatural para manter os acusados distantes das multas absurdas.

Foi então que, inesperadamente, o veredito colocou um fim no espetáculo, declarando culpados os quatro envolvidos na administração do site, condenando-os à um ano de prisão e uma multa considerável, como se eles próprios fossem os responsáveis por cada arquivo encontrado no site, o que foi considerado, por especialistas, uma pena muito dura para o caso.

Hoje, segundo o site TorrentFreak, os ventos mudaram: O juiz Tomas Norström, encarregado de julgar os acusados de forma imparcial, é também membro de grupos pró-copyrights! Com a imparcialidade do julgamento abalada, o advogado Leif Silbersky fez um comentário que todos gostariam de ouvir, “Se os advogados (de defesa) agirem imediatamente quanto a isso, isso pode significar um novo julgamento.”

Uma semanas antes do julgamento, o juiz Norström disse que "Três juizes foram apontados. Quando questionados por mim se tinham envolvimento em associações de copyright ou similares, ou se são ou foram artistas, um deles respondeu que sim."

De acordo com a notícia do TorrentFreak, "O juiz (que respondera 'sim') foi excluído. Qualquer um pode concluir que o juiz (Norström) pensou que o mesmo não se aplicaria a ele."

Não é possível saber até que ponto os interesses do juíz Norström prevaleceram sobre a imparcialidade do julgamento, porém, é certo que os advogados de defesa já se mobilizam para pedir a anulação do julgamento.

Veja a noticia completa AQUI.

Darvius, o Ás da Ironia

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Ironia da Culpa

Certo. Somos culpados pela pirataria. Nós, usuários da internet como um todo, assumimos que estamos ofendendo os direitos da minoria que, sentada em suas mesas, nunca acessou nada além da seção de economia.

Não foi a crise que tirou o dinheiro do consumidor e impossibilitou a todos de consumir produtos frívolos ligados a cultura paga (afinal, quem precisa de cultura?) e assim, ceifou o lucro das produtoras de conteúdo intelectual. Fomos nós, usuários.

Não é a falta de criatividade da indústria fonográfica que causou a ruína de suas ações, o fim de franquias cobiçadas e a morte de modelos anorexas... Fomos nós, usuários e freqüentadores de sites com conteúdo ilegal.

Devemos reparar que, em momento algum, a produção de um filme deixou de existir por causa da pirataria. Nunca um álbum deixou de ser criado por causa da pirataria. O prazer de criar uma música ou um filme é o que define se um produto bom será lançado ou se será "mais um entre outros". Não é justo comprar um produto que não é digno de ser comprado.

A pirataria é o recanto dos que não possuem, dos que não podem gastar e, ainda assim, desejam algum contato com a cultura. O filme sairia na TV paga de qualquer jeito, a série seria legendada cedo ou tarde e a música seria esquecida com o tempo... A pirataria apenas adianta os acontecimentos para os que mais precisam.

Nem por isso os fãs deixam de comprar o álbum (ou a música). Nem por isso os namorados abandonam o cinema e, muito menos por isso, deixa-se de comprar um jogo merecedor de tal honra. A pirataria existe para muitos, porém, não afeta à todos.

É apenas uma questão de tempo. A crise vai acabar (ou não) e as coisas voltarão ao normal: The Pirate Bay e Mininova serão apenas sites de compartilhamento, os impostos sobre jogos cairão e os produtores de conteúdo com propriedade intelectual entenderão que, ao acabar com a fonte de demonstração de seus trabalhos, estão matando uma divulgação gigante de seu produto.

Até lá, somos livres, porém culpados por falir a indústria fonográfica. Nós causamos a crise e, por mais que compremos produtos genuínos, já é tarde demais, afinal, a culpa não era nossa.

Darvius, o Ás da Ironia.

sábado, 18 de abril de 2009

Tutorial de Torrent - Como Baixar

Caros visitantes casuais, boa noite.

O texto de hoje se destina a ensinar como compartilhar seus arquivos via torrent. Neste primeiro tutorial, trataremos exclusivamente de downloads, porém, não faremos nenhuma referência a conteúdo com direitos autorais neste post.

Inicialmente, um parágrafo deve ser dedicado ao que é o Torrent na visão do usuário. Você se lembra do Kazaa? Do e-Mule? Shareaza? São diversos programas de compartilhamento com uma única característica: Usuários baixam de usuários. Apesar disto nem sempre significar uma velocidade maior, geralmente significa que você poderá pausar seus downloads e baixar arquivos de forma ilimitada, sem ter que esperar a cada download e, o melhor, de graça.

Primeiramente, devemos baixar um cliente de torrent, que será a nossa ferramenta para os infinitos downloads que faremos. O que eu recomendo pessoalmente é o uTorrent (micro-torrent) por ser pequeno, leve, ágil e em português.

Vamos começar então:

Primeiro, baixe e instale a última versão estável do programa pelo seguinte site:

http://www.utorrent.com/downloads/

Para instalar, siga o clássico "next, next, finish" e pronto: O Cliente será iniciado prontamente. Caso ele pergunte para colocá-lo como cliente de torrent padrão, recomendo que aceite.

Na tela de configuração que se segue, recomendo clicar em "Use Selected Settings", já que antes de configurar o programa, nós mudaremos sua linguagem. Para tal, baixe o Language pack (terceiro item da página de downloads http://www.utorrent.com/downloads) e salve o arquivo na pasta de instalação do uTorrent (geralmente C:\Program Files\uTorrent).

Feche o seu cliente uTorrent clicando em seu ícone (que deverá estar próximo ao relógio do Windows) e inicie-o novamente por um dos vários atalhos que ele fez em seu computador e, desta vez, ele deverá ser iniciado em português brasileiro.

Vamos então à etapa de configuração. Inicialmente, vamos configurar a sua conexão e, para isso, entre em "Opções>>Preferências". Na janela que aparecer, clique na aba Conexão (quarto item na lista do lado esquerdo) para começarmos a configuração chave para um cliente torrent.

O maior erro das pessoas é pensar que, após instalar o torrent, ele já está pronto para usar. Em uma época em que todos usam roteadores wireless e coisas do gênero, é extremamente necessário configurar as portas de escuta do cliente torrent, caso contrário, boa parte do tráfego se perderá.

Para isso, primeiro, marque as opções: "Habilitar mapeamento UPnP" e "Habilitar mapeamento NAT-PMP", além de "Liberar no firewall do Windows". As primeiras duas opções tentarão mapear a porta de escuta escolhida diretamente no roteador, caso o UPnP ou o NAT-PMP estejam habilitados para uso e caso o seu computador tenha permissão para isso. A última opção evitará problemas com o firewall do Windows caso ele ainda esteja ativo.

Caso você tenha acesso ao seu roteador E TENHA CONHECIMENTO O BASTANTE para fazer isso, verifique se o UPnP ou o NAT-PMP estão habilitados (apenas um é necessário). Se não conseguir confirmar ou se não encontrar as opções, libere uma porta manualmente na seção de "Port Forwarding" do seu roteador. Caso você não tenha conhecimento, procure um tutorial sobre isso, já que são várias marcas de roteadores e eu não poderia fazer um bom tutorial sobre isso.

Agora, você pode escolher uma porta de escuta no campo "Porta usada para conexão de entrada". Se o UPnP/NAT-PMP estiver habilitado, você pode escolher uma aleatória ou deixar a padrão. Caso contrário, você deve escolher uma porta que esteja aberta em seu roteador.

Acabada esta parte, entre na seção "Controle de Banda" (quinto item na lista do lado esquerdo) e agora configuraremos como o programa deverá tratar a sua conexão.

Em "Taxa de Upload Máxima" você escolherá a velocidade com que os dados são enviados aos outros usuários que baixam um arquivo (sim, você baixa deles e eles baixam de você). O fato é que, caso você coloque uma velocidade muito alta, seu desempenho de download pode cair, porém, deixar a velocidade em 5 Kb/s durante os downloads não só não atrapalhará a velocidade como também ajudará outras pessoas que estão baixando o arquivo. Lembre-se: Acabado cada download, aumente esta velocidade enquanto a conexão estiver ociosa e garanta uma melhor qualidade de downloads para os outros.

A "Taxa de Download Máxima" pode e deve ser ilimitada, porém, tenha consciência de colocar um limite nesta velocidade caso você compartilhe sua conexão ou caso esteja usando uma conexão pública. Além de educado, te dá o direito de reclamar de pessoas que atrapalham a conexão de todos quando baixam na velocidade máxima.

As outras opções dependem muito do seu provedor de serviço, porém, em seus valores padrões, já são muito satisfatórias. Vamos continuar para a parte chave de um bom cliente torrent.

Muitos provedores de serviço (como uma vez me afirmou um infeliz atendente da NET Virtua) costumam praticar "Traffic shapping", ou seja, diminuir a prioridade de conexões que usam um determinado serviço e, no nosso caso, esse serviço é o torrent. A solução para esse problema não é bem conhecida, porém, é bem simples de ser ativada.

Na aba "BitTorrent", o próximo item da lista no lado esquerdo, possui várias opções avançadas, porém, nos interessa apenas à última: Coloque "Ativado" ou "Forçar Ativado" na opção "Saída". Isso criptografará os dados de saída, mascarando os dados que você está enviando. Caso você queira que apenas dados criptografados sejam aceitos por seu cliente, desative a opção "Permitir conexões não criptografadas".

Clique em "Ok" e, para garantir, saia e entre novamente em seu cliente uTorrent. Agora ele está completamente funcional e, para testá-lo, usaremos uma distribuição de Linux que usa torrent para ser baixada.

Acesse o site:
http://torrent.fedoraproject.org/

Escolha o primeiro arquivo e clique em "Abrir" na tela de download que aparecer. Lembre-se: é um exemplo, você não vai baixar o arquivo inteiro, é apenas uma forma de mostrar o quão simples é um download de torrent.

A tela de seu uTorrent se abrirá e pedirá para você confirmar o download. Se você clicar em "Ok", o download começará, mas, como eu duvido que você quer baixar um Linux, clique em cancelar e pronto.

Agora, você já sabe fazer o bem com o cliente de torrent. No próximo tutorial, ensinarei a criar um arquivo torrent e compartilhar fotos, planilhas e textos com seus amigos de uma forma prática.

Faça bom uso e divirta-se!

Darvius, o Ás da Ironia.

Don't worry - we're from the internets. It's going to be alright. :-)

Um pouco atrasado, mas não para dizer que hoje (ainda não dormi, então, continuo no dia 17), os integrantes do maior tracker de torrents do mundo tiveram o veredito de seu julgamento. O julgamento do destino do site The Pirate Bay começou no início do ano, com uma enorme cobertura da mídia internacional e foi considerado um marco decisivo na luta pelos direitos autorais.

O veredito, que saíu pouco antes na internet, como se fosse um filme novo sobre favelas brasileiras, declarou os quatro réus culpados por facilitarem a distribuição de material com propriedade intelectual. A pena de um ano de prisão e a multa de mais de 3 milhões de dólares PARA CADA UM (não dá nem pra fazer uma vaquinha...) foram contestadas e serão recorridas.

O site permanece no ar e assim se espera já que, desde a apreensão de mais de 250 máquinas relacionadas ao site (apenas 20% eram usados para manter o site) em 2006, foi implementado um esquema de redundância nos diversos servidores do site, o que seria o suficiente para manter o site no ar mesmo com um ataque ou outra tentativa de solução drástica.

Em resumo, por maior que fora a mobilização popular da Suécia em nome dos bons costumes anti-propriedade-intelectual suecos, os direitos da IFPI e de seus ricos clientes gordos prevaleceram sobre os dos usuários. Aparentemente, não só o tráfego do The Pirate Bay mudou como as coisas, em uma visão geral, mudaram.

Neste julgamento ficou claro que os controladores de propriedade intelectual não fazem idéia do que são "Torrents" ou como seus arquivos fechados se espalham pela internet tão rápido. Mostrou também que é uma excelente idéia processar o Google por exibir links piratas durante suas buscas e também que é um ótimo negócio ir para a Suécia, lá parece ser um lugar realmente agradável.

Realmente, os usuários parecem não possuir voz quando fatos decisivos para sua navegação são colocados em votação. Se 60% do tráfego da internet é composto por torrentes, isso significa que mais da metade dos usuários de internet do mundo estão errados ou nós que vivemos sob diretrizes e leis antigas, que não são mais válidas para o dia atual.

Falando sério: Internet de 30 MB para abrir o site do Terra mais rápido!? Sim, sei... O The Pirate Bay não é antigo. Ele é da nossa época, foi criado há 5 anos e já é atual demais para os conceitos válidos na época de sua criação. Se existe demanda por esse serviço, então, existe como tornar esse serviço lucrativo, caso contrário, um servidor gigante como o The Pirate Bay não estaria ativo.

Estamos na época de mudanças. Não posso dizer com certeza se daqui 5 anos estaremos usando o Google, ou se o Windows será azul... Ou seguro... Porém, por algum motivo, não consigo ver um cenário em que o The Pirate Bay, o Mininova e outros trackers não coexistam na arte de indexar dados.

Acredito no Software Genuíno, acredito nos cinemas e nos shows, porém, acredito que se essas empresas não tornarem suas propostas criativas e diversificadas, teremos um futuro de muitas brigas contra os donos dos tracker e, por tanto, contra os donos de 60% do tráfego mundial. Nós somos o público, as mudanças nos afetarão diretamente.

Se não pudermos baixar torrents, não será afetado o político gordo, ou o diretor/ator milionário, que têm mais do que o dinheiro necessário para ter o luxo de comprar produtos genuínos, porém, nós, pessoas normais que compramos com muito suor um jogo ou DVD genuíno por ano, não teremos mais o luxo de ver um filme bom em uma qualidade duvidável ou então, não poderemos jogar os lançamentos que não saem no Brasil e pior: Imagine o seu MP99 vazio.

Nossa opinião deve ser espalhada, porém, precisamos esperar a camada de idiotas e antiquados das décadas de 60/70 cairem de seus tronos, nos tirando de um era onde tudo muda muito rápido, exceto aqueles que deviam regulamentar essas mudanças.

Darvius, o Ás da Ironia.