terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Ironia de Um Texto

Estava eu um dia insatisfeito da vida...

Lá fora, o calor estava infernal e dentre poucas horas eu deveria começar um novo dia na faculdade. Pensei no bom humor do professor de Matemática Discreta (sim, ele mesmo, o professor Pikachu) e logo pensei: “Como alguém pode sorrir numa manhã de terça feira?”. Abri um bloco de notas revoltado e comecei a escrever, como sempre faço.

O texto era irônico, idiota até, achei bem engraçado tudo que estava escrito e fui dormir. No outro dia, “acordei” perdido, pensando “Que diabos de quarto é esse...” e, como sempre, sentei no computador para ver qual era a aula da manhã. Não pense que a memória de todo universitário é tão boa quanto a minha.

E então, fui cumprimentado pelo “clips” do Word 2$$$, em uma panela (magnifica idéia dos engenheiros de piadas da $ibéria$oft) e lá estava meu texto. Olhei bem pro clips e para as palavras que eu havia grifado no texto e comecei a me acabar de rir. Foi uma das únicas aulas de Matemática Discreta em que fui e, desta vez, sorrindo como quem discobre que passou na maeria (o que não é o caso, atualmente).

Claro que cheguei 30 minutos mais cedo e o campus estava deserto (exceto por seus atenciosos cachorros, os únicos que se esforçam para tirar notas semelhantes às nossas). Claro que começou à chover no meio do caminho e, claro, o calor continuou infernal mesmo apesar da chuva. Percebi então que a vida consegue ser tão sacana, tão joselita com voc que você acaba cedendo e entrando na brincadeira dela: Fui lá e pisei em uma série de formigas para ver se ela achava engraçado.

Nunca mais consegui rir numa manhã terça feira (ou ir nas aulas de Matemática Discreta), talvez porque não escrevi nenhum texto o qual eu não tenha revisado à exaustão (como se adiantasse). Também nunca mais deixei de pensar nos meus bons amigos do Sergipe que lêem esse texto e no quão desocupado eles conseguem ser... Se continuarem assim, um dia entraram naquela universidade Siberiana da qual já escrevi.

Ainda bem que a vida está sempre de bom humor... O bom e velho humor negro.

Darvius, o Ás da Ironia

domingo, 16 de novembro de 2008

A Ironia da Religião

Então estava eu, na minha própria vida, vivendo sem rumo algum quando de repente, na minha frente, aparece um rapaz arrumado, de terno. À primeira impressão, pensei: “Caralho, que boate eu entrei? Esse é o leão de chácara que vai me expulsar delicadamente?” e depois eu pensei: “Cassete, se pá esse rapaz é gay... ou um executivo gay... OU PIOR!! UM POLÍTICO GAY!!!” ... Neste momento, o tal cara abriu um sorriso.

Lembrei imediatamente das palavras bíblicas do sábio Moisés: “Corre negada!!”. Não esperei a primeira palavra, corri para o primeiro elevador que a força maior, por piedade, acabou por materializar para mim, e tranquei-me por trás daquelas sólidas portas de aço, ferro, níquel e algumas gramas de cocaína que compunham a sólida estrutura do elevador.

Pensei muito durante aqueles 43 segundos, a adrenalina invadira meu corpo e, somada à música do elevador, que entoava baixo “I’ll see you on the dark side of the moon...”, sofri a epifania psico-alucinógena causada pela fatal mistura da música e da adrenalina e logo percebi: O gay-político-executivo era pior do que aquilo: Era um crente, ou evangélico, ou comedor de fés alheias, como preferir...

Nunca fiquei tão feliz de correr para depois descobrir o que era. Sou um rapaz humilde, que não tem sequer um salário para retirar o dízimo. Imaginei aquele cara esfregando na minha cara tudo que a ciência provará o contrário (ou não, por não valer o esforço), me vendendo sua fé, seus santos, sua carreira política... Medo. Pensem vocês mesmos, independente do que quer que vocês sejam, no que aquele encontro poderia ocasionar no meu cérebro!!!

Por um momento, corri o risco de perder a fé no grande lenço branco que um dia limpará nossos narizes... Religião não se discute. Até porque, quem não acredita, terá seu nariz molhado pela escura eternidade!

Darvius, o Ás da Ironia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Ironia da Mentira

Dizem que as mulheres mentem mais. Não sou de concordar com o que falam, por isso, argumento que boa parte dos políticos é formada por homens (gostem esses de mulher ou não). Há algo no universo, além das lesmas cósmicas das Brumas de Oxilon 7 (que mesmo incapazes de falarem, mentem muito), do que um político? Se você conhecer algo, tenha a bondade de comentar.

Porém, é comum nos esquecermos de que o ser humano é sensível. Imagine você, em sua viagem de férias paga por sua empresa para os belos 12 cm de praias sergipanas, descendo do ônibus da AracajuBus e olhando para a rodoviária de Aracaju. De repente, chega um garoto com os olhos molhados por ver a paisagem seca e lhe diz: “Bonito né?”...

Analisando o ambiente, o asfalto rachado pela seca, os paulistas que lá trabalham como mão de obra especializada correndo e criando tempo (o que paulista sabe fazer de melhor), os sergipanos jogados pelas sarjetas na hora da cesta... Você vai falar o que pro moleque? “Que merda é essa”? “Caralho, cadê a praia”? “Maaaano... Qual o próximo ônibus para fora desse planeta”?

Claro que você é educado. Se você sabe ler, você dirá “É”. Você disse uma sílaba composta por uma única palavra, um único som fonético e tanan! Você mentiu. Agora me diga: Você quer que esse garoto, frustrado por ouvir um não, vá para a casa e mate a família com a cartucheira do pai? Quer que ele vire emo e mude-se para São Paulo para morar na Galeria do Rock? PIOR: Quer que ele dê aulas de matemática ou física para seu filho!?!?! Então, é por essas e outras que digo que, muitas vezes, mentir é uma atividade necessária para o bom andar do mundo.

Como tudo dá voltas, é claro que este texto todo é mentira. É claro que Sergipe é um estado lindo, maravilhoso, com seus tantos quilômetros de litoral, sua bandeira inspiradora, os sergipanos todos estudam e tem nível técnico para trabalhar em suas fábricas e, acima de tudo, você, em suas férias NÃO iria para Sergipe.

Darvius, o Ás da Ironia

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Ironia Siberiana

Esse texto diz respeito a uma universidade russa, no norte da Sibéria, cujo nome não revelarei para não ofender os presentes leitores daquela comunidade. Foi escrito por um amigo meu, chamado de Kudrinsky e que hoje, dorme tranquilamente na gelada terra siberiana. Apenas me dei o trabalho de traduzi do russo para o português e corrigir o ótimo senso de humor que o tradutor automático imprime aos textos.

Nesta universidade, existem apenas cursos de exatas, divididos por vários institutos. No Instituto de Ciências Metafilosóficas e da Computação, aqui referidos como ICMFC, existem diversos tipos de professores.

Alguns, do departamento metafilosóficos, são conhecidos por seu péssimo senso crítico, por suas atitudes infantis e por serem, em sua magnífica maioria, hostis com os alunos, temendo que algum dos Ivanovits, Trotskis e Natashas para quem dão aula um dia se tornem professores de Metafilosofia mais frustrados e deprimentes do que os atuais e roubem seus suados cargos públicos.

É de conhecimento de todos os russos que um professor de uma universidade pública tão renomada quanto esta da qual metemos o pau falamos só é expulso, ou retirado de sua turma se estuprar mais de dois alunos menores de idade em praça pública e se recusar a pedir desculpas após o incidente.

Sendo assim, tais professores causam, sem temer punições, o terror. São chamados de Всадники из Апокалипсиса por seus infelizes estudantes. São responsáveis pela destruição dos sonhos de 40% de todos os alunos do ICMFC e, usando de dependências como arma, conseguem crescer seus exércitos recrutando mais filósofos recusados de outras faculdades que, de tanta frustração, estão loucos para colocar as mãos nos conhecidos como свежее мясо.

Os estudantes da computação do instituto geralmente ficam tão traumatizados que passam a amar os professores de computação... Bem... Nem todos, afinal, alunos felizes são os do Sergipe, quando têm água para beber no restaurante universitário.

Dentre os professores da computação, existem os do departamento de Qualidade Computacional Chata, professores legais, com boas intenções, porém, com matérias soníferas e slides capazes de colocar em coma uma manada de alunos revoltos em poucos minutos.

O outro departamento, o Falta Sanidade Sim, ficam os professores responsáveis pelas áreas humanas da computação. São professores que pensam mais, possuem algum (veja bem, ALGUM!) senso crítico e que se preocupam com o aprendizado dos alunos. Claro que nem todos são assim e claro que nem todos os alunos gostam desses professores. Esses professores são categoricamente legais, exceto para alunos chatos demais para admitir que existe bondade no tal instituto.

Há quem diga que aquela universidade é tão boa quanto à de Moscou. Já eu penso que falta nos alunos um pouco de jogo de cintura para desviar das ofensas constantes de vários professores. Por parte dos professores, imagino que encarar o aluno como seu concorrente não é nada mais do que colocar contra si o bem mais precioso que ele possui, além de um emprego público: Cérebros.

Por isso que sempre digo: Ame sua universidade ou vá para a Sibéria... Ou para o Sergipe.

Darvius, o Ás da Ironia.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Ironia de Hidrogênio

Esse texto só vai fazer algum sentido para um nerd ou outro que conhece um pouco sobre jogos antigos ou lançamentos.

Nos tempos idos da Guerra Fria, o medo de uma guerra nuclear era algo que afligia à todos que soubessem o nome dos presidentes dos EUA e da URSS da época, sabendo também soletrá-los de trás para frente.

Nessa época, vários guias de “como-sobreviver-a-desastres-nucleares-usando-tudo-que-você-tem-em-casa” foram distribuídos pelos governos das principais potências da época, surgindo também os abrigos contra Fallout (chuva radioativa), sirenes da segurança nacional e coisas muito úteis caso uma bomba nuclear caísse na cidade primeiro vizinha.

Ainda hoje, a preocupação existe, já que temos um presidente lesado de um lado, um paquistanês do outro, no meio, um país cheio de castas e todos possuem bombas nucleares. O motivo dado pelas autoridades para não distribuir mais tais guias de sobrevivência é que no caso de uma guerra termo-nuclear em escala global, tais guias seriam mais inúteis do que um Guia do Mochileiro das Galáxias em algumas bifurcações do tempo e do espaço.

Neste texto, farei uma paródia de como agir caso nós, brasileiros, soframos ataques termo-nucleares. Lembrando que este guia só faz sentido se você mora em um ponto estratégico. NINGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA LANÇARIA UMA BOMBA DE HIDROGÊNIO EM SERGIPE! Porra! Sergipe!? O Acre ainda vai, porque lá fica o QG do Google, a terra do Nunca, a fábrica dos MP3 Genéricos... Mas Sergipe?! Claro que não é nada pessoal, não chore só porque ninguém quer lançar bombas sob o seu estado.

Vamos lá. Inicialmente, se você mora em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasilia, as chances de você se ferrar são bem grandes, principalmente nas proximidades das nossas queridas usinas nucleares. É só você lembrar-se de Chernobyl. O derretimento do reator afetou até os Escandinavos! ESCANDINAVOS!! (Pensando bem, isso vale para os Sergipanos também). Lembre-se que todo o asfalto de Kiev teve que ser lavado para conter a radiação de um vazamento que aconteceu bem, bem longe. Se isso acontecer aqui, sua cidade terá um fim bem peculiar...

Como saber que uma bomba caiu/vai cair?




Em países como os EUA, em sua paranóia infinita, existem sirenes que gritam avisando quando um bombardeio vai acontecer. No nosso caso, basta assistir TV e ver que o sinal da globo caiu em pleno paredão ou no “season finale” de uma novela das 21:00.



O que fazer se isso acontecer?

Fique em casa. Ao contrário dos gringos, nossas paredes são feitas de concreto e tijolos ou lona e pedaços de madeira, portanto, temos alguma proteção à mais contra a onda super-sônica gerada pela explosão caso você esteja à 5 milhas do centro da explosão (se você mora em um barraco, não se preocupe, a morte é instantânea).



O melhor lugar durante a explosão é protegido em uma parede que possua uma viga próxima e em um lugar que possua várias saídas, para o caso de um desmoronamento. Após a explosão, é só se esconder por 24 dias no cômodo com menos paredes externas, até que os detritos da bomba parem de cair do céu.


Só isso?

Tenha uma arma... Várias armas. Os saqueadores vão invadir tudo o que virem, saquearem todos que aparecerem e matar tudo que se move. Lembre-se: No caso de uma bomba, só o tiro-de-guerra da sua cidade poderá ajudar à colocar ordem na cidade (hahaha). Imagine São Paulo, totalmente escura, sem qualquer policial na rua depois de um jogo que o timão perdeu. É exatamente a mesma situação.

E depois?

Depois é só olhar para o mundo devastado, sem água, sem energia, sem internet... É só começar de novo, esperar que as criaturas mutantes apareçam, que os mortos se levantem e que os políticos parem de roubar... A vida será bem mais fácil, garanto. Lembre-se de que livros não usam energia e não se esqueça de poupar a bateria do seu Game-Boy para épocas mais tediosas.

Para recomeçar, recomendo que você retire os escombros da casa destruída do seu vizinho e crie um pasto para vacas de duas cabeças. Tente viver só de comércio com mercadores pacíficos que passarem de vez em quando e, por fim, junte a família, os amigos e crie um vilarejo com uma paródia dark do nome do seu antigo bairro.



Esse guia será muito útil. Recomendo que você imprima e guarde na sua carteira com mais uma folha de arruda por 66 dias e 6 horas e garanto que até 2012 uma bomba cairá na sua cidade


Darvius, O Ás da Ironia.