segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resumo da Ópera: AF 447

Está desaparecido desde a madrugada de hoje o Airbus A330 da Air France, que realizava a rota Rio - Paris. O avião decolou às 23h30min GMT do dia 31 de Maio do aeroporto internacional do Rio de Janeiro (Galeão), no Brasil e deveria aterrissar às 09h30min GMT do dia 1 de Junho no Aeroporto Charles de Gaulle.

O avião foi dado por desaparecido após não responder o contato via rádio às 03h20min GMT com o controle de tráfego brasileiro. Neste momento, especula-se que a aeronave estivesse passando por uma área de intensa turbulência, o que teria contribuído para o acidente.

A Air France recebeu sinais automáticos, emitidos pelo avião, de que havia uma falha elétrica. A troca de mensagens durou quatro minutos e, segundo o CEO da Air France, o avião provavelmente fez contato com a água ao fim da comunicação.

Segundo o CEO, as comunicações automáticas reportavam que "Várias partes do equipamento do avião estavam ausentes ou quebradas". A afirmação é realmente chocante, já que a aeronave é considerada o estado da arte da aviação, além de ser confiável e relativamente nova, com apenas quatro anos de uso.

Especulou-se que um raio poderia ter atingido a aeronave, porém, mais de um expert descartou a possibilidade já que raios não são mais do que a rotina de um avião. Porém, diversos especialistas relataram que, caso alguma parte do equipamento estivesse mal aterrada, um raio seria capaz de acabar inclusive com os sistemas de redundância da aeronave.

O A330 é um avião fly-by-wire, ou seja, os comandos do piloto são repassados para o restante do avião por meio de uma rede de fios. Apesar de existirem sistemas de reserva, um raio seria capaz de causar uma falha catastrófica nesses sistemas, segundo um especialista do MIT entrevistado pela CNN do qual não me recordo o nome.

Mesmo sem os sistemas elétricos, é possível manter o avião estável por comandos mecânicos, certo? Ha. Tente manter um Airbus voando usando o sistema de trimagem no meio de uma tempestade.

Segundo a TAM (Transportes Aéreos de Marília), existe um relato de um piloto que fazia a rota contrária à do AF 447 de pontos alaranjados na água, próximo da área em que o avião deixou de fazer contato, o que poderia indicar fogo na água e o provável ponto de colisão da aeronave. Autoridades do Senegal já começaram a se deslocar para averiguar o ocorrido.

Finalmente, esse é mais um daqueles acidentes que deixam várias perguntas:

Primeiro: Brasileiro adora botar a culpa nos outros. E agora? É culpa de quem? Lembre-se de que eram pilotos da Air France e não pés-rapados da Aero taxi de Manaus.

Segundo: Porque a demora em começar as buscas pelo avião?

Terceiro: Desde quando o Senegal tem equipes de busca? Vão pedir emprestado da Somália?

Quarta: Isso não é uma dúvida, é uma certeza: Se fosse Boeing, não teria acontecido.

Divirtam-se.

Darvius, o Ás da Ironia.

Fontes: Compilação da CNN.com, Terra.com.br, BBC.co.uk

Um comentário:

Jun-01 disse...

Vi a notícia na TV por acaso hoje de manhã. E eu te digo uma coisa: deve ter muita macumba por trás disso tudo.

Acho cada vez mais que as companhias aéreas devem estar até o pescoço de lama com as merdas que aprontam às escondidas para conseguir mais grana e evitar prejuízos.