Talvez meu vizinho não goste do meu problema, não goste da crise que eu ocasionei e, por acaso, ele possui um lança-mísseis. Não é um problema, pois eu também tenho um lança-mísseis. Primeiro, ele tenta tomar meu quintal e acabar na marra com a crise que comecei. No começo, entro na briga, bato a vassoura no chão, jogo pedras, coloco merda em uma meia e jogo em cima do carro dele... E ele fica puto. Ele pega o lança-mísseis.
O primeiro tiro atinge minha sala de computador. Eu fico puto e pego meu lança-mísseis. Acabo com a parafernália de DJ que ele tem. E, putos, nós brigamos até que todo o quarteirão seja destruído.Nenhum de nós jamais lembrará (depois de inalar tanta fumaça) quem deu o primeiro tiro. Não veremos nada além de fumaça, destruição e caos até que tenhamos a coragem de reconstruir tudo. Nunca mais brigaremos, até a próxima crise.
Agora, amplie as coisas. Meu país tem um problema. Todos os países do meu bloco econômico e que dependem de mim tem problemas. Nós começamos a bagunçar as coisas, jurando de pés juntos que o liberalismo econômico vai trazer tudo de volta como era antes (exceto os problemas, eles ficarão para trás).
Um país governado por um louco pode não gostar da crise e me culpar por ela. Se de alguma forma entrarmos em conflito armado, lutaremos por meses, anos... Mas um dia alguém vai apertar o botão. O mundo se verá em caos, fumaça e destruição por algumas horas e, após estes mágicos momentos, o silêncio.Não é Deus que escreve por linhas tortas: É o l
iberalismo econômico. A mão invisível que ajuda a economia é a mesma mão e puxa o gatilho, que nos protege com a diplomacia e que aperta um botão.Posso estar errado, mas tantos já previram a Terceira Grande Guerra Mundial... É inegável que desde a crise dos mísseis em Cuba as coisas mudaram. Um diplomata não olha para a cara do outro durante uma crise militar entre duas potências nucleares...
“Guerra. A Guerra nunca muda...
O fim do mundo ocorreu bem como previmos.
Muitos humanos, recursos insuficientes para continuar...
Os detalhes foram triviais e sem sentido, as razões, como sempre, foram aquelas puramente humanas...
Em 2077, a vida humana foi praticamente apagada da terra:
Uma grande limpeza, uma faísca atômica lançada por mãos humanas, rapidamente saiu do controle.
Lanças de fogo nuclear choveram dos céus e continentes foram engolidos por chamas, afundando em oceanos ferventes.
A humanidade quase foi extinta, seus espíritos tornaram-se partes de seu passado radioativo que encobriu a terra.
Uma quietude sombria caiu por todo o planeta, durando vários anos.
Poucos sobreviveram a devastação. (…)”
War... War never changes...
Darvius, O Ás da Ironia
Todas as referências deste texto são de propriedade de seus autores até a data em que caírem em domínio público. Neste dia, as referências serão usadas indiscriminadamente e provavelmente darão a seus autores e familiares um futuro de esquecimento, dor e pobreza por não terem aberto os direitos das referências antes... Isso se o mundo não acabar antes.

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